Post(s) de 9/2025

Olá, comunidade! Jamesz na redação.
Estamos finalizando o mês de Setembro Amarelo, com um movimento para campanhas voltadas para valorização da vida e para cuidados em saúde mental. Antes de continuarmos com a matéria, vale destacar que, por mais que tenha um mês dedicado para o tema, os cuidados em saúde devem ocorrer de janeiro a janeiro, levando em consideração contextos históricos, sociais e culturais, bem como acesso a direitos e à cidadania, de modo integral e dinâmico, observando as singularidades de cada um e de cada uma.
A cor amarela está relacionada ao início da campanha, em 1994, nos Estados Unidos, quando um jovem chamado Mike Emme tirou a própria vida enquanto dirigia um carro amarelo. Na época, seus familiares e amigos distribuíram cartões com fitas amarelas e mensagens de apoio para pessoas que estivessem passando por algum grau de sofrimento. Já no Brasil, a campanha iniciou em 2015, se associando também à floração de ipês amarelos. De todo modo, se faz necessária a compreensão dos contextos, da história de vida e da realidade de cada pessoa em associação às condições para que a vida exista. Todos e todas devem, por exemplo, se inserir em políticas públicas e ter direito à moradia, à segurança, ao lazer, à educação, à saúde e à cultura.
Falar sobre o assunto de modo consistente e compreendendo os diversos contextos contribui para o acesso à informação e para orientações de tratamento, diminuindo tabus, estereótipos e preconceitos. É significativo realizar uma escuta empática, qualificada e acolhedora a quem está passando por algum grau de sofrimento, não é frescura nem besteira. Além disso, estar presente, à medida que se respeita o tempo e o espaço do sujeito, contribui para expressões assertivas da subjetividade.
Como enunciado por Lulu Santos, “há tanta vida lá fora, aqui dentro sempre”. A cada dia, é uma nova página a escrever, a desenhar e a colorir em seu livro da vida. Observe os cenários e a natureza que você passa no cotidiano, provavelmente muitas vezes você passa sem perceber as cores dos ambientes em que você se insere, e estabeleça redes e grupos de apoio. Em meio às correrias da rotina, com frequência vemos o mundo em monotonia, exemplo disso se deu em 2024, um ano bissexto e que muitos pinguins não perceberam que tivemos um dia a mais em fevereiro. Às vezes, mesmo com dificuldades e exigências, a vida demanda momentos para calmaria, repouso e descanso.
Se você está com algum sofrimento afetando sua saúde e qualidade de vida, se você busca autoconhecimento e/ou por outras demandas, procure atendimento especializado, preferencialmente psicólogo/a e/ou psiquiatra. É possível encontrar apoio na família, nos amigos e nos grupos sociais que você participa, no entanto, a escuta qualificada, a psicoterapia e as adaptações na rotina, conforme viabilidade, poderão fornecer um tratamento assertivo, compreendendo suas singularidades.
Você pode buscar apoio através de:
Centro de Atendimento Psicossocial (CAPS): onde você poderá estar sendo atendido/a e acompanhado/a pela equipe de profissionais, podendo participar de atividades de grupo, dialogando com expressões artísticas e culturais de sua região. Ninguém fica internado/a nesse dispositivo, que se configura como espaço terapêutico;
Unidade Básica de Saúde (UBS) / Postinhos de Saúde: confira em sua UBS sobre o funcionamento da psicoterapia, se é por demanda espontânea e/ou agendada;
Unidade de Pronto Atendimento (UPA);
Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU): discando 192;
Centro de Valorização da Vida (CVV): discando 188;
Serviço e/ou Centro de Psicologia Aplicada: em faculdades de Psicologia, são oferecidos atendimentos gratuitos para a comunidade através da prática de estágio, onde você pode ser atendido e acompanhado por um/a estagiário/a, no entanto cada caso passa por discussão e supervisão de professor/a e/ou profissional qualificado/a.
Deixe sua mensagem de esperança através dos comentários.
Saudações cordiais,
Jamesz
